AS VÁRIAS FACES DA ORAÇÃO - RAMATIS



PERGUNTA: - Que dizeis dos grupos corais ou conjuntos musicais, que executam melodias populares ou peças folclóricas? Apesar do sentido de suas execuções, eles também poderiam manifestar algo do sentido sublime da oração?

RAMATÍS: - A oração, em sua expressão inata, é o processo que permite ao homem manifestar os seus melhores pensamentos e sentimentos ao Criador. Em conseqüência, todos os atos, tarefas ou preocupações humanas, religiosas ou profanas, que exaltem a obra Divina, enalteçam os bens do Espírito e a conduta moral superior, também podem ser considerados como louváveis ensaios de oração.
A oração condiciona o espírito humano à meditação dos bens superiores, e por isso induz a alma às reflexões sadias. Não se ajusta a servir para exaltar os requebros do corpo ou para as agitações dos crentes supersticiosos ou fanáticos, que oram de forma gritante e desordenada.
A música popular, quando o seu conteúdo verbal e ritmo musical, desperte anseios da alma para uma vida mais sadia e menos material, também é uma espécie de oração. Aliás, no gênero da música clássica já existem inúmeras peças e composições decalcadas de temas religiosos ou de tradições litúrgicas, que são executadas nos ambientes profanos; e não perdem o sentido simbólico de uma prece sonora. Mesmo entre as óperas de assunto trágico, impregnadas da violência das paixões humanas, há trechos de melodias e partes corais, que significam verdadeiros "oásis" no turbilhão da música áspera, opressiva e contundente. As composições de baixo teor musical, que invocam os instintos inferiores da alma, em vez de libertá-la dessas emoções tóxicas, são cantorias fesceninas ou debochadas, que, por lei de sintonia psíquica, avivam e exaltam nos seus ouvintes os estímulos perniciosos das paixões e dos vícios censuráveis.


8 - Nota do Revisor: Entre as peças admiráveis de essência elevada e agrado espiritual, podemos destacar "Regina Coeli", da ópera "Cavalaria Ruslicana", a "Casta Diva", ária de profunda sensibilidade da ópera "Norma", ainda os coros de Bach, as peças de Haendel, as missas de Haydn, a "Ave Maria" de Schubert, de Bach, Gounod e, acima de todas, impõe-se a  majestosa "Nona Sinfonia" de Beethoven, verdadeiro monumento sinfônico e admirável "Coral" de hosanas ao Senhor.


Do livro: “ELUCIDAÇÕES DO ALÉM” 
RAMATÍS/HERCÍLIO MAES – 
EDITORA DO CONHECIMENTO.

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