EXPURGOS PSIQUICOS por RAMATIS


🔺Sociedade dos Espíritos
#Ramatis 


PERGUNTA:  De vez que o espírito expurga gradativamente pelo corpo físico o seu veneno psíquico acumulado em vidas passadas, não lhe seria possível descarregar todo esse tóxico de uma só vez, ou seja, livrar-se dele numa só encarnação?

RAMATIS:
  Os venenos psíquicos que são despejados do perispírito para o vaso físico, que é o corpo humano, significam o lixo resultante das “operações baixas” efetuadas pela mente espiritual no passado e no presente. Assim, variam a resistência de cada espírito e a sua capacidade estóica para agüentar a operação tóxica drenativa para a
carne.
Muitos espíritos, depois de encarnados, e olvidando a promessa corajosa feita no Espaço, desesperam-se ante a impossibilidade de uma cura corporal e preferem fugir da vida terrena pela porta truculenta do suicídio. Mesmo aqueles que aceitam uma expurgação tóxica muito intensa, mas que ainda se conservam encarnados até o fim do prazo combinado no Além, algumas vezes também se deixam aniquilar por um pessimismo tão desolador e mortificante, que ainda acrescentam nova dose de fluidos mórbidos à sua carga erifermiça primitiva, trazida do passado. Assim, não só prejudicam grandemente a oportunidade de sua higienização psíquica, pelo excessivo compungimento e forte melancolia, como também se transformam nos conhecidos tipos hipocondríacos descrentes dos experimentos benfeitores da vida humana e curtindo amarguras até nos momentos venturosos. O otimismo e a fé nos objetivos da espiritualidade ajudam a diafanizar o perispírito e favorecem a maior eclosão de luz interior, que fluirá em socorro do espírito combalido.
Os mentores siderais, prevendo muitas vezes o fracasso dos espíritos mais débeis na tentativa de expurgarem de uma só vez para a carne a sua carga tóxica, providenciam para que a cura psíquica se faça gradativamente, em várias encarnações terapêuticas que lhes permitam a suportação até o final da existência física. Mas ainda existem certas almas que conservam estagnados no seu perispírito os venenos remanescentes de milênios passados, em vista de haverem desperdiçado excelentes oportunidades de drená-los para o mundo material. E a sua situação dolorosa ainda perdura por muito tempo, porque tais entidades, em vez de manterem o sensato equilíbrio entre a emotividade e a mente, preferem contaminar-se novamente com as
explosões pecaminosas de cólera, ciúme, inveja, cobiça, maledicência, luxúria, ódio, avareza e cupidez. Assim, o conteúdo pernicioso que conseguem expurgar pelo sofrimento purificador, através da carne, é substituído constantemente por nova carga ruinosa, enquanto algemam-se outra vez ao círculo triste das reencarnações físicas retificadoras e transpõem os milênios atadas ao jugo do Carma doloroso!


DO LIVRO: "FISIOLOGIA DA ALMA" 
RAMATÍS/HERCÍLIO MAES - EDITORA DO CONHECIMENTO.

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