Conceitos sobre o ANIMISMO

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#Animismo


O CONCEITO DE ANIMISMO
O animismo é a comunicação da própria alma do médium. Em todas as comunicações mediúnicas é necessário levar em consideração o fator anímico. Todos os médiuns possuem problemas anímicos, ou seja, dificuldades provenientes do seu próprio Espírito e personalidade. É comum que essas anormalidades emocionais ou psicológicas aflorem durante o transe mediúnico. A alma do médium também pode comunicar-se, comportando-se como se fosse uma outra entidade espiritual. O animismo também pode ser considerado a influência que a alma do médium exerce sobre as comunicações dos Espíritos.
O FENÔMENO ANÍMICO
O fenômeno anímico, portanto, na esfera de atividades espíritas, significa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações dos espíritos desencarnados, quando ele impõe nelas algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas de Além-Túmulo. Tendo neste caso manifestado apenas os seus próprios conhecimentos que se encontravam latentes no inconsciente. Assim quando se afirma que determinada comunicação mediúnica foi “puro animismo” quer-se explicar que a alma do médium ali interveio com exclusividade tendo ele manifestado inconscientemente apenas os seus próprios conhecimentos e conceitos pessoais, embora depois os rotulasse com o nome de algum espírito desencarnado. A interferência anímica inconsciente, por vezes, é tão sutil, que o médium é incapaz de perceber quando o seu pensamento interferiu ou quando é o espírito comunicante que transmite suas idéias pelo contato perispiritual.
MECÂNICA DO ANIMISMO
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ANIMISMO TAMBÈM SIGNIFICA A INTERVENÇÃO DA PRÓPRIA PERSONALIDADE DO MÉDIUM NAS COMUNICAÇÕES ESPÍRITAS
Quando a pessoa entra em transe o seu perispírito se desprende e adquire as propriedades mentais iguais as do perispírito de um desencarnado, ou seja, o inconsciente fica com atuação menos intensa ou deixa de existir e os conhecimentos adquiridos em outras encarnações passam a ser lembrados. Podendo neste caso manifestar os seus próprios conhecimentos que se encontravam latentes no inconsciente, esta manifestação da própria alma chamamos de animismo.
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A CAUSA DOS FENÔMENOS ANÍMICOS
A causa encontra-se nas propriedades do perispírito que pode desdobrar-se e atuar fora do corpo físico. O termo Animismo vem do latim anima que quer dizer alma. Originados da própria alma do médium ou sensitivo, através do desdobramento do perispírito ou corpo espiritual, O animismo prova o Espiritismo e de tal modo que, sem o Animismo, o Espiritismo careceria de base.  [/two_third_last]
ESPIRITISMO E ANIMISMO
Para explicar o conjunto dos fenômenos supranormais, o Animismo e o Espiritismo são indispensáveis e não podem separar-se, pois são efeitos de uma causa única – o espírito humano. O animismo demonstra que pela capacidade de desdobramento do perispírito, a alma do encarnado pode realizar – embora menos bem – o que realiza um Espírito desencarnado, obedecendo as mesmas. Os fenômenos anímicos de desdobramento perispiritual podem ser:
1. Fenômenos de telepatia – transmissão de impressões à distância:
2. Fenômenos Telecinéticos – desdobramentos de objetos à distância;
3. Fenômenos Telefânicos – aparições à distância;
4. Fenômenos Teleplásticos- formação de corpos materializados.
O animismo ocorre também nos casos de auto-obsessão, quando o próprio subconsciente da pessoa traz ao situações desequilibradas do passado.
DIFICULDADE DO MÉDIUM DISTINGUIR NO TRANSE QUANDO É SEU OU DE UM ESPÍRITO AS SENSAÇÕES E IDEIAS QUE SENTE
O médium é criatura demasiadamente sensitiva, centro de convergência de inúmeros fenômenos do mundo oculto de que participa, mas que em geral ignora. É a porta entreaberta entre os planos físico e espiritual e dificilmente ele distingue, no limiar do transe psíquico, quando é a sua emotividade, a sua formação intelectual ou o seu temperamento psicológico que o domina nesse momento.
COMO DISTINGUIR SE O ESPÍRITO QUE RESPONDE É O DO MÉDIUM OU SE É OUTRO ESPÍRITO?
– Pela natureza das comunicações. Estuda as circunstâncias e a linguagem e distinguirás. O Livro dos Médiuns – Allan Kardec (Cap. XIX, questão 223. § 3)
DISTINGUIR O QUE É SEU DO QUE É DE UM ESPÍRITO
O médium, tendo consciência do que fala ou escreve, é naturalmente levado a duvidar da sua faculdade: não sabe se a vontade de falar ou a escrita é dele mesmo ou de outro Espírito, mas ele não deve absolutamente inquietar-se com isso e deve prosseguir apesar da dúvida. Observando com cuidado a si mesmo, facilmente reconhecerá nos escritos muitas coisas que não lhe pertencem, que são mesmo contrárias aos seus pensamentos, prova evidente de que não procedem de sua mente. Que continue, pois, e a dúvida se dissipará com a experiência – (Allan Kardec em O Livro dos Médiuns, Capítulo XVII, item 214).
DEVEMOS CONHECER A NÓS MESMOS PARA IDENTIFICAR AS INFLUÊNCIAS
Para evitar a viciação anímica o médium necessita estudar e procurar distinguir quando realmente é o seu espírito quem comunica e quando se trata de entidade do além. Nessa convivência entre encarnados e desencarnados, a influência é tão sutil que não conseguimos muitas vezes estabelecer uma separação do que nos é próprio e do que é dos espíritos. Portanto, entre nossas idéias e imagens mentais podem estar disseminadas idéias e desejos de outros espíritos, sem que disto nos apercebamos. Somente quando conhecemos nossos pensamentos e sentimentos saberemos distinguir quando a diferença do que é nosso ou de outra pessoa e ou espíritos. Da mesma forma temos que conhecer o que está em nosso inconsciente, para sabermos distinguir o que é do nosso inconsciente do que é espiritual.
É NATURAL QUE TODO MÉDIUM PASSE NO INÍCIO
Não aconselhamos que se procure eliminar deliberadamente o fenômeno anímico no intercâmbio espiritual, pois isso ainda dificultaria mais o desenvolvimento mediúnico. É natural que todo médium passe no início do desenvolvimento pela fase do animismo; Ou podemos dizer que chega praticamente ser necessário o médium passar por esta fase antes de se tornar médium psicofônico ou psicógrafo.
NO ANIMISMO OCORRE A REVELAÇÃO DO CARÁTER DO MÉDIUM
Para evitar a viciação anímica o médium necessita conhecer-se, estudar e procurar distinguir quando realmente é o seu espírito quem comunica e quando se trata de entidade do além. No fenômeno anímico, o médium pode revelar o seu temperamento psicológico, as suas alegrias ou aflições, seus conhecimentos ou sua ignorância, suas manhas, sonhos ou derrotas Quando o médium é desajustado, pode neste caso se manifestar por um transe conturbado e assinalados por cenas dolorosas.
O ANIMISMO E AS INTUIÇÕES
OS ELOS VAZIOS DURANTE AS INTUIÇÕES E AS COMUNICAÇÕES
A intermitência por vezes ocorre na comunicação do médium, visto que em certo momento os seus guias ou protetores o deixam “falar sozinho”, obrigando-o assim a mobilizar urgentemente os seus próprios recursos intelectuais e apurar o mecanismo da mente, a fim de não deixar as mensagens sem sentido. Sob a direção e o controle do guia do médium, os espíritos comunicantes suspendem então o fluxo das ideias que lhe transmitiam pelo cérebro perispiritual, o qual é obrigado assim a unir os elos vazios da comunicação, demonstrando até que ponto é capaz de expor a mensagem espiritual sem distorcê-la ou fragmentá-la na sua essência doutrinária.
ESPÍRITOS PROTETORES USAM DESSE RECURSO DE APROVEITAMENTO ANÍMICO PARA APERFEIÇOAR OS MÉDIUNS
Essa ação imprevista, que obriga o médium a convocar todos os seus valores intelectivos e morais, para fazer a cobertura da “fuga” do pensamento do espírito comunicante, é algo parecida àquilo que acontece ao orador desprevenido e obrigado a falar em público, o qual se vê obrigado a rapidíssima aceleração mental, para não cometer fiasco. Embora esse inopinado recurso do guia constranja e atemorize o médium, pouco a pouco adquire ele o treino preciso para prelecionar de “improviso” e compensar o vazio das idéias que compõem a sua comunicação mediúnica, não demorando a ser elemento útil e capaz de atender, a qualquer momento, à necessidade de orientar e servir ao próximo.
MÉDIUM INTUITIVO PRECISA PREENCHER COM SEUS CONHECIMENTOS OS HIATOS DEIXADOS PROPOSITALMENTE PELOS ESPÍRITOS
Convém conceituar melhor o assunto, pois nesse caso não se processa a interferência anímica num sentido prejudicial, mas, na realidade, o que se evidencia ao público é a bagagem intelectual, o temperamento psíquico e moral do médium, que então “fala sozinho”. Ele fica entregue provisoriamente a si mesmo e sem poder fugir ao impulso da comunicação, tanto quanto o escolar que é arguido em época de exames. O médium precisa então socorrer-se de suas próprias concepções filosóficas, morais e espirituais, para preencher sozinho os intervalos propositais criados pelo espírito comunicante.
EXISTEM CASOS QUE OS ESPÍRITOS APENAS INSPIRAM O TEMA E AS PRIMEIRAS IDEIAS O RESTANTE O MÉDIUM UTILIZARÁ SEUS CONHECIMENTOS
Há casos em que eles apenas fornecem o “tema” apropriado a comunicação mediúnica, envolvendo o médium com fluídos identificadores da sua presença espiritual e inspirando-lhe as primeiras ideias para depois deixarem-no comunicar sozinho até o final dos trabalhos. Isso acontece de acordo com a necessidade dos frequentadores ou ouvintes das instituições espíritas. Normalmente os guias familiares reúnem-se no Espaço e deliberam quanto à tese mais apropriada a ser exposta para o esclarecimento coletivo do público que provavelmente frequentará a sessão em que eles poderão atuar. Depois de escolhido o médium mais afim e capacitado para o caso, procuram associar-lhe toda a sorte de pensamentos por meio de palestras e leituras que possam consolidar a tese escolhida.
CONCLUSÕES SOBRE O ANIMISMO
Em se definindo animismo como a narrativa de fatos atuais ou passados que repontam do inconsciente do médium para o consciente, podemos dizer que, a princípio, quando não educados, os candidatos ao exercício da mediunidade são anímicos, em sua grande maioria. Como somos Espíritos imortais em longa excursão pelos cenários terrestres, vivendo tempos de paz e de discórdia, é natural que muitos eventos nos marquem emocionalmente, registrando-se de maneira férrea nos arquivos do inconsciente. Sob a influência do desprendimento do perispírito, ocorrerá uma catarse de situações cristalizadas na mente espiritual, gerando uma ponte inconsciente/consciente, podendo, ser externado com aparência de realidade atual, aquilo que foi vivido mas não esquecido ou superado.
A doutrinação deve ser exercida como se realmente se ali estivéssemos em contato com um comunicante desencarnado trazido para o atendimento fraterno. No entanto, estaremos falando diretamente ao Espírito do médium, que, portando cristalizações de difícil neutralização, sofre, através das reminiscências afloradas, o drama a que estava vinculado. Como vimos, é normal a interferência do próprio médium no início do desenvolvimento, no entanto, o dirigente deve estar atento a fim de evitar a viciação através de comunicações puramente anímicas continuadas.
Também vimos, que sempre há animismo nas comunicações mas este tende a diminuir nos médiuns desenvolvidos com o estudo e equilíbrio. Esse período de animismo varia de aprendiz para aprendiz, conforme sejam as marcas emocionais que transporta. O gênero não influi muito. Um estigma é sempre um estigma. Acontecimentos ditosos, mas que deixaram saudade, nostalgia, ansiedade, misto de ternura e tristeza, também são arrancados do inconsciente pela ideia indutora que estabeleça uma sintonia com o que foi vivenciado. Concluímos afirmando que nem todos os médiuns são anímicos.

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