O ROUBO DO DUPLO ETÉREO por RAMATIS

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#Ramatis



PERGUNTA - Ficamos algo surpresos. Então é possível se "capturar" um corpo etérico de um recém-desencarnado e manipulá-lo para o mal? Não existem espíritos benfeitores que velam para que este mediador, usina de energia entre o corpo astral e o corpo físico, se desintegre normalmente nos sítios da natureza?


RAMATÍS - Não só é possível capturar o corpo etérico de um desencarnado, como é "costumeiro" fazê-lo com os dos encarnados que dão ensejo a isso. Lembrai-vos de que todos vós "morreis" diariamente durante o sono físico. Quando estais em desprendimento noturno, em que normalmente deveríeis descansar das mazelas do dia, muitos de vós "correis" para os antros de sexo, bebidas e viciações em geral existentes na psicosfera da Terra. Se há colônias espirituais e entrepostos socorristas sob a égide da Espiritualidade Superior, também existem palácios e fortalezas das Sombras na egrégora terrícola, alimentados pelas emanações mentais de grande parte da população encarnada.
Em persistente estágio nas zonas subcrostais enquanto dormis, inevitavelmente estabelecereis afinidades que não respeitarão vosso livre-arbítrio. Quantos de vos tendes vossos corpos etéricos prisioneiros durante o sono físico, como usinas vivas fornecedoras de ectoplasma?
Há os que rotineiramente são esperados assim que dão o primeiro cochilo, para servirem de repastos vivos aos espíritos que não detêm mais um corpo físico, mas que "colados" no corpo astral do encarnado desdobrado, auferem todas as sensações como se encarnados estivessem.
Embora projetados em locais do astral inferior, o laço mantido pelo cordão de prata com o corpo físico, que fica inerte em vosso dormitório, faz com que participeis fisicamente de todas as experiências de intenso prazer sensório, algo que é transmitido prontamente aos vampirizadores, saciando-os como se tivessem um corpo de carne.
Quanto ao corpo etérico dos desencarnados, livre do magnetismo animal do invólucro carnal e da ligação do cordão de prata, em condições normais deveria se desintegrar junto à Natureza, voltando a Mãe Terra como bom filho que retoma a casa - mas nem sempre é o que sucede. É certo que existem espíritos que têm como tarefa zelar pelos corpos etéricos e físicos nas tumbas mortuárias, pois sendo a maioria de vós tão presos na matéria, vossos corpos etéricos ficam irremediavelmente unidos aos corpos físicos durante a decomposição cadavérica.
Essa situação "anormal" após o desencarne, devida a imoralidade dos terrícolas, e quando não há merecimento de cobertura espiritual dessas falanges zeladoras atuantes nos cemitérios, causa verdadeira corrida louca no além-túmulo, quando hordas insaciáveis se dirigem velozes as moradas sepulcrais, disputando ferrenhamente os restos mortais, sugando-os com sofreguidão como restos de comida jogados entre animais ferozes e famintos. Ainda há as organizações especialistas na captura dos restos mortais, que impõem disciplina e mando no aprisionamento dos corpos etéricos que lhes servirão para calculados recursos do mal.
Agradecei ao Alto o amparo da Espiritualidade no desligamento de vossos corpos astrais após o desfalecimento geral das funções físicas. Técnicos, médicos e enfermeiros trabalham arduamente, dia apos dia da Terra, assistindo e "salvando" milhões de "mortos" de ficarem grudados nos despojos carnais e sentirem a comichão dos vermes nas entranhas.
Tendes ai um exemplo de amor universal, oculto, silencioso, ininterrupto, desde eras remotas em vosso planeta, em que poderosas energias de bênçãos e perdão são derramadas por toda a humanidade, conduzidas por Maria de Nazaré, do Astral Superior de vosso planeta, auxiliando vibratoriamente através de potentes forças magnéticas que dão apoio a essas falanges socorristas, o desligamento de centenas de milhares de seres que desencarnam diariamente em vosso orbe.


Origem: Do Livro “Jardim dos Orixás” 
 Ramatís/Norberto Peixoto – Editora do Conhecimento

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