VISITA A CASA DE UM FEITICEIRO texto do livro ARUANDA

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#Aruanda

Três espíritos, Ângelo, Wallace e Catarina estavam documentando os acontecimentos de um certo templo com falsas pretensões religiosas. O local atraia muitas pessoas devido o clima sempre festivo, música e aparentemente um pleno estado de alegria.
Mas existia um outro aposento no local, um mais escondido onde parecia se fazer consultas particulares. Um feiticeiro era o responsável pelas consultas, onde os contratantes pediam favores de ordem espiritual.
Mas o teor desses favores não eram das melhores.
A intenção de Ângelo era estudar as implicações e consequências das ações desses médiuns imprevidentes, que usavam o seu dom para servir às trevas. Nessa ocasião acabou presenciando coisas que lhe deixariam perplexo!
A passagem a seguir está descrita na obra Aruanda, psicografada pelo médium Robson Pinheiro, e ditada pelo espírito Ângelo Inácio. A obra é uma verdadeira crítica aos espíritias, que ignoram a existência e os perigos da magia-negra, assim como os médiuns dirigentes de casas espíritas que não se atualizam quanto ao tema, ficando limitados quando recebem um irmão necessitado, que foi vítima desse tipo de coisa.
O espírito de João Cobú explicava por que o médium feiticeiro se prestava a este tipo de serviço:
— Nosso irmão magnetizador (o médium), tenta ignorar as leis de causa e efeito e acredita que ele próprio está acima dessa lei. A chamada lei de retorno vibratório fatalmente fará com que ambos recebam de volta uma determinada cota de energia, de padrão idêntico à que foi manipulada aqui, nesta noite. Tudo o que emitimos a partir de nossa mente, seja bom ou mal, beneficia ou maltrata a nós próprios. Vejamos agora, Ângelo, o que sucede no plano astral com relação aos fluidos aglutinados em torno do sapo, que, como dissemos, é o condensador das energias vibradas neste episódio infeliz.
Enquanto o ritual estava prosseguindo, Ângelo recebia as instruções sobre o significado daqueles objetos e simbologia que o médium estava usando:
(…) Havia um círculo de homens e mulheres e no centro, um homem vestido com estranhas vestes. (…) Olhei mais detidamente e vi que o feiticeiro tinha nas mãos um sapo de cor muito estranha. Enquanto isso, as pessoas que faziam o círculo em torno dele pareciam rezar numa língua desconhecida para mim. Só pude entender o que faziam porque seus pensamentos falavam mais alto que suas palavras.
O médium chama um homem que havia feito a encomenda do serviço.
— Venha aqui dentro! Venha aqui e vomite neste sapo toda a sua indignação e raiva.
O homem que adentrara o ambiente era o um senhor de aproximadamente 40 anos de idade. Sua expressão fisionômica dizia a respeito do vulcão de emoções que era seu interior. Tomando o sapo nas mãos, parecia concentrar-se.
Saía da cabeça e da região do estômago do homem uma rede negra de fluidos densos, que se entrelaçava com a energia mórbida exalada das narinas e da boca do médium.
A cena era horripilante.
— Quem você quer prejudicar? — instigava o Pai-de-santo. — Diga, com toda a raiva que está guardada dentro de você…
— Meu patrão! Aquele miserável! — respondeu aquele senhor.
— Qual é o nome dele? Fale e descarregue todo o ódio que é capaz… — o pai-de-santo era dotado de imensa força mental.
— Alberto Nogueira! — O homem estava desfigurado, mas as vibrações que emitia eram ainda mais assustadoras.
Nessa hora João Cobú explica para Ângelo o por quê do médium usar o sapo como instrumento da magia-negra e como ela funcionará:
— O ódio acumulado pelo infeliz companheiro contra seu patrão será transformado e condensado na estrutura energética do sapo. Aliás, como sabemos, o sapo é uma espécie que sobrevive nos pântanos, charcos e lamas. Portanto, nutre-se e exala uma espécie de fluido mórbido, extraído dos locais e da podridão onde vive.
— A utilização desse animal não é aleatória: é o preferido dos magos negros encarnados para a realização deste tipo de imantação magnética que, por si só, é abominável. Aliado à notável capacidade mental e anímica do feiticeiro, que serve de médium, o ódio do homem que pede a vingança é transformado em pura vibração magnética.
— O sapo acumula a energia inferior exalada por ambos. Neste caso, nosso irmão Alberto Nogueira, para o qual se destina o encantamento, se transforma naquilo que chamamos de endereço vibratório. Ele é o alvo da trama diabólica.
O ritual houvera acabado e Ângelo descreve o que ocorria no plano astral:
(…) flutuamos para uma região acima do ambiente. Observei os fluidos que envolviam o local, que poderia ser identificado como a área de abrangência astral daquele terreiro. Estavam como que em ebulição.
Havia um mar de fluidos de cores cinza e verde — uma estranha mistura —, que se aglutinavam, formando uma duplicata dos apetrechos utilizados (…).
Notei que a duplicata astral dos objetos magnetizados irradiava uma estranha substância em torno de si, uma névoa de matéria ectoplásmica. Pai João esclareceu:
— Toda vez que alguém faz determinada manipulação magnética utilizando objetos materiais e concentrando neles sua energia mental e emocional, forma-se imediatamente, no ambiente astral, uma duplicata etérica para a qual são transferidas as energias acumuladas, como você pode perceber. Na verdade, meu filho, o objeto material utilizado no ritual tem pouca importância. Ele é apenas um acumulador; portanto, funciona como uma muleta psíquica, que auxilia a mente na criação da duplicata etérica. Nessa duplicata é que reside todo o conteúdo energético e emocional, que, a partir de então, gravitará em torno do indivíduo visado, a que denominamos endereço vibratório (a vítima).
— (…) A aura da pessoa enfeitiçada ou visada pelo processo obsessivo sentirá o impacto violento das vibrações como danos mais ou menos profundos, de acordo com a sensibilidade do indivíduo e a força geradora do principio mórbido.
— E quais condições favoreceriam a descida vibratória do fluido mórbido para o indivíduo em questão?
Agora João Cobú explica com exatidão o momento em que o feitiço ou magia-negra começa a agir na vítima:
— Naturalmente temos que considerar as defesas psíquicas de cada um, a vibração ou sintonia individual. Por outro lado, as pessoas em geral estão sujeitas a estados psíquicos e emocionais muito oscilantes em seu dia a dia. A depressão, a angústia, as fobias e mesmo os comportamentos ditos desregrados, aos quais os indivíduos por vezes se entregam, fazem com que haja um rebaixamento vibratório, que favorece a absorção do morbo fluido.
— No instante em que há essa abertura, o cúmulo energético ou borrão astral de energias densas, contagiosas e demais elementos infecciosos são despejados sobre a aura ou campo magnético individual. A tela atômica ou etérica do indivíduo, estrutura que se localiza entre o duplo etérico e o perispírito e é responsável pela defesa psíquica e imunológica, literalmente se rasga e é afetada.
— É muito semelhante ao que ocorre com a camada de ozônio em torno da Terra, em resposta às agressões ambientais; pode mesmo comparar essa película protetora que envolve o indivíduo com a tela etérica. Uma vez afetado o campo etérico pelas causas citadas, torna-se muito fácil que fluidos energias infecciosas sejam absorvidos pela aura de qualquer pessoa.
Quanto ao desfazimento desses processos obsessivos complexos, falaremos em um artigo somente destinado a isso. Fique ligado no nosso Blog para ver as novidades.
Adquira o livro Aruanda, pelo médium Robson Pinheiro  e aprenda sobre elementos da espiritualidade tão presentes na história brasileira, que incitam controvérsia no meio espírita e espiritualista. Aprenda também sobre elementos da espiritualidade que até hoje são muito pouco abordados no Espiritismo.
Aruanda robson pinheiro 2

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