DEVEMOS TER ESPERANÇAS NO FUTURO? Por RAMATIS

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RAMATÍS: — Não deveis pensar que Deus criou recursos extemporâneos, obrigando a caravana espiritual a se apressar na escadaria evolutiva. Ele edificou o Cosmo com objetivos definitivos que ainda ignoramos. Naturalmente, somos parte do Grande Plano e constituímos detalhes de certa importância, apesar das degradações provisórias e da insignificância de nossas vidas em relação à magnitude do Universo. Mas guardamos a esperança da afirmação de Jesus, de que o reino de Deus está no homem, o que nos demonstra que a insignificante gotícula espiritual humana é projeto definitivo de um oceano de luz e de sabedoria sideral! Assim como o secular carvalho existe potencialmente na bolota e o gigantesco pinheiro no modesto pinhão, o Arcanjo Planetário está potencialmente vivo na rudimentar centelha que forma a consciência bruta do selvagem.
A bolota insignificante se transforma em frondoso carvalho, despertando as suas forças latentes e ampliando a sua consciência vegetal para dominar o meio ambiente; à medida que a semente dá vazão às suas energias internas, abrange maior zona de consciência vegetal e apodera-se, também, de maior área de ação. Cresce em consciência e em poderio vegetal; serve-se, então, das energias ambientais em conexão com as energias que lhe atuam na intimidade, para despertar a configuração da árvore benfeitora, cujo molde etérico já estava resumido no átomo semente.
Assim como, para a centelha humana atingir a configuração planetária, existe um caminho, que é o Cristo, ou seja o Amor em sua plenitude cósmica, a bolota só alcança a plenitude do carvalho através da "afinidade" química, que é o amor vegetal. A semente centraliza as suas forças internas e as combina harmoniosamente com as energias do meio em que é chamada a crescer; o espírito do homem concentra o seu potencial interno sob a presença mais íntima do Cristo, e se põe em relação amorosa e fraterna com a humanidade que o cerca, para então abranger maior porção de Deus. No entanto, a questão de pressa, ou demora para essa mais breve realização espiritual, é problema do homem e não de Deus; é coisa toda particular do próprio espírito interessado no assunto. Este é que decide se estuga o passo ascensional ou se o retarda; o problema é excepcionalmente íntimo.
Deus, em sua Bondade, Sabedoria, Justiça e Amor, limita-se a conceder oportunidades para aqueles que preferem apressar-se, assim como favorece ambientes apropriados para os que preferem demorar na escalonada. A seleção do "juízo final", na separação do trigo e do joio, tem por precípuo objetivo criar mais decisivamente essas duas oportunidades: o apressamento para os direitistas e o recomeço ascensional para os esquerdistas. É uma indiscutível decisão pessoal deles, e que o Pai, magnânimo como sempre, respeita ao conceder os poderes do livre-arbítrio aos seus filhos, poderes estes que só os faz cessar quando eles prejudicam os direitos alheios.



Ramatís – “Mensagens Do Astral”

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